O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta sexta-feira a compra da Linx pela Stone sem restrições. A gigante de pagamentos fez uma oferta de R$ 6,8 bilhões no último ano. A decisão foi concedida no despacho 393/2021, assinado por Patricia Alessandra Morita Sakowski.

A proposta da adquirente Stone para comprar a Linx foi aprovada por acionistas em novembro, após um imbróglio que marcou o mercado brasileiro e pela entrada da concorrente Totvs, maior companhia de software de gestão brasileira, na compra.

Quando a novela começou, a Linx detinha 42% de participação de mercado na cadeia de varejo, de restaurantes a locadoras de carros, passando por supermercados e drogarias. Por isso, era tão importante e foi disputada por Totvs e Stone. Quando a briga pelo ativo começou, valia 4,5 bilhões de reais na bolsa e chegou a valorizar mais de 40% nas semanas seguintes.

A disputa durou até as horas finais, antes da votação da assembleia de acionistas da Linx, quando a Stone aumentou a oferta em quase 270 milhões de reais, deixando a concorrente sem reação.

As duas companhias expandiram fortemente os negócios na esteira da digitalização da economia causada pela pandemia. No quarto trimestre de 2020, a receita total da Stone subiu 27,9%, para 1 bilhão de reais enquanto o número de clientes ativos avançou 35,7%, para 652,6 mil.

A companhia afirmou no balanço que espera superar a marca de 1 milhão de clientes ativos em 2021 e que a receita total tenha “aceleração significativa” em relação a 2020.

E quanto ao futuro da Totvs?
Em entrevista à EXAME, presidente executivo da Totvs, Dennis Herszkowicz, diz que a desenvolvedora de software continuará buscando formas de aumentar a sua participação no segmento do varejo, principal área de atuação da Linx.

A maior aposta, segundo ele, está nos softwares e sistemas usados para fazer a integração entre a operação de lojas físicas e digitais – conhecido no jargão do mercado como omnichannel. A importância dessa integração foi acentuada durante a pandemia, quando muitos varejistas se viram forçados a reforçar suas operações de vendas pela internet. Herszkowicz afirma ainda que novos produtos devem ser lançados também com o objetivo de aumentar a participação no varejo.

O executivo diz também estar otimista com a recuperação da economia e que a maior demanda das empresas por tecnologia deve impulsionar os negócios em 2021 e nos anos seguintes, com destaque para os serviços de computação em nuvem.

Matéria adaptada do portal: Exame

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