Preparar uma empresa para venda vai além de saber os números de seus ativos e operação, a responsabilidade de conduzir de forma correta uma operação de M&A é tamanha, pois se mal dirigida pode trazer danos a empresa junto aos seus clientes, fornecedores, bancos e colaboradores. 

Para tanto existem algumas perguntas o que o empresário deve se fazer quando pensa em vender a sua empresa. 

Por que vender? 

Esta análise tem que ser bem criteriosa, pois envolve vários atores como já falamos no parágrafo acima. 

Situações de mercado como baixa venda ou o fluxo de caixa apertado, não são necessariamente motivos para se vender uma empresa.  

A partir do momento que o empresário consegue pautar todos os motivos para a venda, ele também terá todas as respostas que um possível comprador com certeza fará. 

As relações contratuais e documentais com prefeituras, sindicatos, órgãos fiscalizadores, protetores, fornecedores, bancos, clientes estão organizadas? 

Muita coisa enquanto na gestão de uma empresa, acabamos contratando mas não de fato organizando as informações. 

Por isso ter uma revisão criteriosa em todos os alvarás, patentes, tecnologias, propriedade intelectual, seguros, licenças e contratos é de fundamental importância para entender o momento da empresa e também poder ter isso na ponta da língua na hora de explicar estas relações para o futuro comprador. 

Os demonstrativos financeiros e contábeis estão atualizados? 

Geralmente as empresas trabalham apenas com informações para a tomada de decisão de seu dia a dia, porém para se fazer avaliação de uma empresa obrigatoriamente todos os demonstrativos contábeis (dos últimos 5 anos) e financeiros viveram ser passados para quem for fazer o Valuation. 

Esse é um momento do empresário ou então seu interlocutor dentro da organização, ter tudo separado e também possuir um entendimento correto dos documentos, para apresentar e responder dúvidas em uma diligence de um possível comprador 

O planejamento estratégico e os controles gerenciais estão vigentes e auditados? 

Uma coisa é você estar na operação tendo uma visão holística de uma empresa que criou, outra coisa é planificar isso de forma coesa, para um possível comprador que não conhece a cultura de gestão da empresa entenda de onde veio, o que está sendo feito, quem confere o planejado e para onde a empresa almeja chegar. 

A empresa tem uma lista de clientes ou apenas uma relação de quem recebeu algum dia uma fatura? 

Não raro o empresário bater no peito e dizer que tem X 1000 clientes, mas na realidade quase sempre são dados de faturamento, o que não espelha a verdade com relação ao potencial desses clientes. 

Ter uma lista depurada dos clientes ativos na empresa, separada em uma curva ABC apontando a importância de cada qual, com certeza vai ajudar muito em uma negociação com o futuro comprador. 

O departamento de RH está organizado e a empresa tem um organograma atualizado? 

Outro ponto que geralmente as empresas acham que possuem mas na verdade não tem. A começar por um organograma atualizado, com as funções claras e preenchidas em todas as suas escalas. 

Um futuro comprador precisa saber de forma rápida quem são as pessoas da operação, que função desempenham, a quem ela se reporta e quem se reporta a ele. 

Ter um histórico documental de todos os funcionários de forma organizada, inclusive os que já se desligaram, com certeza será solicitado pelo futuro comprador, pois possíveis ações trabalhistas podem ser peticionadas em até dois anos da saída de um colaborador.   

Existem manuais de produção e produto? 

Ter manuais de como se produz e descritivos de cada produto, vão ajudar muito encantamento de um futuro comprador. 

Geralmente são pessoas que acabam tendo o know hall me como produzir ou então de como vender e o que vender, mas não necessariamente quem compra uma empresa quer ficar dependente de pessoas, por isso ter a maior quantidade de manuais de operação e controle, são importantes na gestão do atual empresário, como também para um novo comprador. 

Existe um valuation atualizado da empresa? 

Toda empresa deveria ter anualmente seu valuation atualizado, pautando o valor da operação, os ativos do patrimônio líquido e a projeção de mercado futuro.  

Claro que estas informações são necessárias para saber o valor da organização em um processo de joint venture ou venda parcial ou total da empresa, porém também é de grande valia para atualização de capital social, negociação para empréstimos, aportes de capital e para decisão estratégica visando crescimento. 

Ir para uma mesa de negociação sem um valuation, feito por especialistas e com todos os laudos de sua veracidade, podem fazer você perder a possibilidade da venda ou então vender mal os seus ativos, se estiver frente a negociadores habilidosos e técnicos. 

[RE]pense. 

Matéria adaptada do portal: https://advocaciacorporativa.com/ 

Para ver a matéria na íntegra acesse o link: https://advocaciacorporativa.com/holding-o-que-e-e-para-que-serve-parte-2/