Dando continuidade ao nosso tema Governança Corporativa, já vimos os quatro primeiros princípios das melhores práticas, que foram:

  1. Equidade (post 09/04);
  2. Prestação de contas (post 09/04);
  3. Transparência (post 16/04);
  4. Responsabilidade corporativa (post 16/04);
  5. Compliance (post 16/04).


E também 2 Ps da metodologia dos 8 Ps, que auxilia na aplicação efetiva das melhores práticas de governança corporativa nas empresas.

Recapitulando os 8 Ps:

  1. Propriedade (post 16/04);
  2. Princípios (post 16/04);
  3. Propósitos;
  4. Papéis;
  5. Poder;
  6. Práticas;
  7. Pessoas;
  8. Perenidade.


Hoje veremos mais três princípios, Propósito, Papéis e Poder.

3. Propósitos

A continuidade do controle da empresa pelos grupos familiares e a união das famílias proprietárias em torno deste objetivo normalmente é a motivação maior.

Nas empresas familiares, os propósitos vão além das estratégias definidas para os negócios e a gestão.

4. Papéis

A separação de papéis dos atores e órgãos integrantes da estrutura de governança definirá a fluidez ou não da estrutura de poder.

É necessário a formalização no “uso dos crachás”, assim como a transmissão da liderança à diretoria executiva.

A ausência de normas e de acordos formais favorecem as práticas oportunistas e acirram as lutas internas pela sucessão.

5. Poder

A estrutura de poder nas empresas familiares é definida pelas formas como se articulam as negociações e se estabelecem as relações entre os órgãos de governança.

É uma das prerrogativas do Conselho de Sócios: tanto quanto os princípios, o poder também emana da propriedade.

Uma das mais sensíveis e críticas questões nas empresas familiares são as disputas abertas pelo poder, fundamentadas em desalinhamentos intra e intergeracionais.

Continua no próximo post! [RE]pense.