Quem nunca ouviu a frase “está chegando a hora de passar o bastão”? 

Muito se fala de sucessão, mas a preparação do sucessor nem sempre é feita com os alicerces necessários para que a nova geração de continuidade em um negócio familiar. 

Apesar da maioria das empresas brasileiras serem familiares, somente 33% conseguem chegar à segunda geração e 5% sobrevivem à terceira geração. 

Mas a pergunta que não quer calar, como identificar e preparar o sucessor? 

O primeiro ponto que gostamos de esclarecer é sobre os diferentes tipos de sucessão. Uma delas é a patrimonial e a outra é na gestão do negócio. 

A sucessão patrimonial envolve questões como direito tributário, sucessório e societário. E, quando passamos a discutir a estratégia do negócio é o momento para pensar a sucessão empresarial e neste contexto a “passagem do bastão”. 

Pense em longo prazo, no mínimo 5 anos de alguém a frente de seus negócios, um profissional (da família ou não) que tenha as competências que mais se assemelham ao modelo de gestão determinados pelo conselho de administração, conselho consultivo ou até mesmo o Conselho e Família. 

Se estivermos falando de alguém da família, mesmo que tenha todos os requisitos para a função, é muito importante saber se esse sucessor deseja realmente assumir essa função.  Diferente de um executivo de mercado, alguém da família pode ter outros sonhos e nem sempre desejam assumir este encargo. 

Nesse processo de seleção nunca tenha apenas uma opção, pense em pelo menos dois perfis para que não erre na escolha ou caso perca seu escolhido no meio do caminho, tenha alguém tão qualificado quanto a primeira escolha. 

Não aprecie apenas números, porque eles são frios. Analise o histórico de entrega de resultados e o perfil de quem pode vir a ser um sucessor natural. 

Se a escolha já estiver dentro da organização (executivo ou familiar), provenha desafios, delegue tarefas, inclua o candidato ou candidata em reuniões importantes e repasse a coordenação de projetos de várias áreas. E na parte jurídica, societária e sucessória conte com uma consultoria especializada que pode apoiar a gestão para proteção dos interesses e do capital dos sócios ou acionistas. 

Evite pré intitular um sucessor, isso pode causar uma competição desnecessária e impactar na produtividade da empresa. O sucessor certo deve ser capaz de, sozinho, emitir os sinais e ser legitimado pela equipe. 

Por último e não menos importante, não deixar o lado emocional ganhar uma importância maior do que o profissional, principalmente tratando-se de alguém da família. Assim evitará questões emocionais que podem atrapalhar o desenvolvimento na empresa e também na família. E, além disso lembre-se a consultoria jurídica empresarial especializada tem um olhar externo, imparcial e que pode ser muito útil na implementação da passagem do bastão. 

Fonte: Advocacia Corporativa