Sim! Você faz parte de uma família empresária que está pensando em fazer o processo de sucessão, qual será o seu papel dentro desse novo cenário?

Geralmente o fundador ou fundadores acabam por serem pessoas  centralizadoras, pois são tantas as prioridades na formação de uma empresa, que muitas vezes se passam 30 anos sem que se perceba.

Mas de fato o tempo passa e em algum momento a sucessão é inevitável. Nesse momento as decisões com a finalidade de “trazer” membros da família, prepará-los para cargos gerenciais, distribuir ações e responsabilidades entre herdeiros, e preparar a transição do controle gerencial dentro da família não é uma tarefa fácil,  porém pode ser conduzida com sucesso se for bem planejada.

Mas essa pressão também recai sobre os ombros dos herdeiros e herdeiras,  pois seu comportamento é muito visado pelos próprios pais, pela família e pela sociedade. 

Neste momento a ajuda de profissionais qualificados em sucessão empresarial é fundamental. Pois é preciso balizar fatores determinantes da continuidade do negócio familiar e a análise e preparação dos herdeiros para serem as novas lideranças.

Pois a condição de herdeiro, não significa obrigatoriamente que se precise trabalhar na operação, mesmo que na maioria das vezes os fundadores exijam que trabalhem nos negócios da família, não permitindo que sigam suas verdadeiras vocações.

Em contra partida, existem os herdeiros que recorrem unicamente a esta alternativa de sobrevivência, objetivando oportunidade e remuneração. Nesse caso, a família deve avaliar se a oportunidade dada será correspondida, se o herdeiro está disposto a preparar-se para contribuir com competência em alguma função na empresa, ou apenas será o filho, sobrinho, genro ou neto do dono.

Para uma transição satisfatória,  os herdeiros devem estar preparados para os papéis que vão desempenhar, que podem ser de acionistas, conselheiros ou gestores.

As famílias empresárias ou os próprios herdeiros devem buscar ajuda para o processo de desenvolvimento do herdeiro, com “conselheiros” ou “mentores”, que além de ajudar a planejar o desenvolvimento profissional, não raro tornam-se parceiros e até confidentes.

A figura externa consultiva é de estrema importância no processo de sucessão, pois são profissionais qualificados para tal e isentos de relação familiar ou de mando (chefes).

Primeiramente entendem profundamente os valores da família e trabalhar dentro dos limites desses valores, em seguida fazem o mesmo processo no negócio da família e passam a ter uma visão holística e estratégica do todo, equilibrando os interesses da empresa e da família. Esse equilíbrio faz com que o herdeiro possa dar continuidade ao legado que recebe, sem renunciar à felicidade pessoal e a realização profissional.

E você, já pensou no processo sucessório de sua empresa com análises reais dos cenários possíveis e de forma isenta do parentesco ? [RE] Pense.

Matéria adaptada do portal: https://advocaciacorporativa.com/

Para ver a matéria na íntegra acesse o link: https://advocaciacorporativa.com/qual-o-seu-papel-em-uma-empresa-familiar/

Postado em junho 19, 2020